segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Permitir-se

“Permitir-se”

Não se assuste
Permita conhecer-se
Volte-se para dentro de si
Enxergue com o olhar interior
Sem influências
Sem indução
Sem interferências
Identifique a sua dor

Desvencilhe-se do que te incomoda
Não viva tão retesado
Fuja do lugar comum
Afrouxe os laços da tensão
Vomite o veneno
Ingerido por toda uma vida
Não siga os passos da cegueira
Não caia nos abismos da ilusão

Você não é autômato
Busque novas estradas
Reformule suas verdades
E grite-as a plenos pulmões
Livre-se das mentiras e frases feitas
Desobstrua todo o ser
Construa seu próprio mundo
Libere suas emoções

Deixe sua vida emergir
Com nova vitalidade
Faça sua realidade verdejar
E seu contentamento florescer
Surpreenda a tristeza
Com a força de sua alegria
Expulse os maus pensamentos
Com trabalho e com lazer

Solte as amarras
Faça com que sua luz
Afugente a escuridão
Não deixe o regozijo perecer
Lanhe o desânimo
Com chicote de couro
Renasça a cada nova descoberta
Renove-se a cada novo amanhecer 

Venha, não tenha medo
Não se assuste com o aconchego
Aprenda a receber amor
Habitue-se enquanto é cedo
A compartilhar gentilezas
A aceitar carinho e afeto
A se utilizar de franqueza
E não viver de arremedo

Estou aqui ao seu lado
E ofereço o meu ombro
Alquebrado, lesado e amigo
Caso queira se apoiar
Amparar-nos-emos nas horas incertas
Desvencilharemo-nos de engodos
Então seguiremos fortes
A um novo despertar

Ainda há tempo

Concedo-te minhas mãos
Segure-as, se intencionar
Se não apetecer, deixe-as aí
Servir-me-ei amplamente delas
Para plantar arbustos
Para ofertar flores
Para desbravar caminhos
Para eliminar seqüelas

Valer-me-ei delas
Para construir pontes
Para destruir muralhas
Para semear amor
Para fazer afagos
Para descobrir atalhos
Para escapar do inferno
Para fugir da dor.


Waldeci Maciel







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